segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sons of Anarchy vs Breaking Bad

 
Boa Noite
Que eu sou louca por livros já se sabe, mas que eu "bebo" muito séries e filmes penso que ainda não referi isso aqui.
Dizem serem os escritores notívagos. Eu, pessoalmente, gosto de escrever durante o dia e adoro terminar a noite a devorar livros, ouvir música ou com uma boa dose de filmes e séries.
Há muitas séries boas obviamente,mas ultimamente tenho andado viciada em Sons of Anarchy e Breaking Bad.
A primeira porque deixei-me seduzir pelo Jax (Jackson Teller )e depois pelo resto do elenco. Apesar de ser muito violenta, a violência parece nunca mais ter fim, é muito muito boa. Diria uma espécie de mundo à parte com leis, mas facilmente contornáveis pelos protagonistas fazendo assim prevalecerem às suas próprias leis.Deveras excitante.
Breaking Bad é delirante. Um drama suavizado com comédia. As personagens são pateticamente marcantes. Por norma uma ou duas personagens destaca-se, nesta série todas elas se destacam e são bastante fortes. Tenho-me estado a desmontar a rir com ela, mas a rir mesmo, ao ponto de cair e rebolar no chão. Há também, na série, muitos planos e cortes de que gosto muito. Bem, este já é o meu lado cinematográfico a falar.
Se ainda não as viu, fica aqui a minha sugestão. Acredito que não se vai arrepender.
 
Links:
https://www.youtube.com/watch?v=0nRRyexGfcI
http://vimeo.com/93042217

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Amor

Amar é não ter receio
e sem muito ponderar
 mergulhar no desconhecido.
 

My girl,Tracy Chapman

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sem Palavras

A mãe estava na cozinha entretida nos seus afazeres domésticos. Entre esfregonas e máquinas por lavar tentava a todo custo desembaraçar-se de tudo de modo a ter, a tempo e horas, a comida à mesa.
O filho inquieto aproximou-se da porta da cozinha e perguntou:
- Mãe, o que é o almoço?
A mãe alheada a tudo à sua volta ouviu-o mas ignorou-o e continuou a limpar. Ele nada satisfeito repetiu a pergunta encostando-se à parede com as pernas e braços cruzados. Ela impaciente olhou-o de soslaio e respondeu num tom intimidador:
- Não sei.
- Mamã !!!. Advertiu a criança arregalando uma sobrancelha e torcendo a boca numa careta de protesto, porém, ela não se deixou intimidar e prosseguiu as limpezas. Este percebendo que dela nada iria conseguir suavizou o rosto, mudou a postura e resolveu cobri-la de mimos e exagerados elogios enquanto à abraçava, a ver se conseguia a resposta que buscava.
             -Vá lá mamã diz-me.
- Deixa-te lá disso. Tens dez anos, já não és nenhum bebé.
-Diz-me, diz-me, por favor, diz-me. Insistiu ele posicionando as mãos tal e qual um cachorro.        
Ela achou engraçada a atitude do filho. Conhecia-o bem, por isso mesmo, sabia de antemão que tudo não passava de chantagem emocional e, não lhe ia, de modo algum, facilitar a vida. Para o contrariar e deixá-lo ainda mais curioso abraçou-o, dando-lhe uma palmada nas costas e disse:
-Não faço a mínima ideia, filhinho querido mamã.
Ele irritado retirou a bandeira branca, do género “acabou-se o cessar- fogo” e, como se declarasse guerra mergulhou numa cantoria insuportável repetindo incansavelmente a mesma pergunta. A mãe farta de ouvi-lo suspirou simulando descontentamento por não conseguir resistir às suas investidas e disse:
-Ainda não sei. Tenho de ir a rua caçar, quando voltar digo-te o que cacei.
Com um sorriso sarcástico virou-lhe às costas. Para seu espanto ele proferiu um simples «okay» e saiu em direcção a sala onde se sentou e continuou a ver os seus desenhos animados preferidos.
A mãe vitoriosa sorriu de contentamento, por finalmente ver-se livre dele e assim deu o assunto por encerrado.
Meia hora se tinha passado. A mulher dirigiu-se ao compartimento donde se encontrava o marido e comunicou-lhe que iria ao Supermercado comprar alguns ingredientes em falta. Depressa despediu-se de todos e foi buscar a mala e as chaves do carro.
Ao sair bateu com a porta gritando alto e em bom som «Até já amor». Sem esperar que alguém lhe respondesse desceu as escadas a correr e, já ia embalada para lá abaixo chegar em tempo record, quando ouviu novamente a porta abrir-se e uma voz estrídula por detrás gritar:
- Mamã.
Ela deteve-se de imediato no corrimão e impaciente respondeu no mesmo tom:
- O que é?
Ele com um ar solene levantou os braços simulando desapontamento e disse:
- Então!?Esqueceste-te da caçadeira.
Por uns segundos questionou-se, mas não demorou e caiu em si relembrando a conversa que teve com o filho, na cozinha, minutos antes. Pouco depois, desfez-se numa sonora gargalhada que a acompanhou escadas abaixo.
Fim

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estranho Olhar Azul







 

Observo desconfiada o jeito com que me olhas
Mesmo a uma distância considerável,
Sinto a tua sede de tanto sal que consomes
Essas tuas mãos brancas e espumosas
Que se espreguiçam até mim
E rebentam num estalido suave
Como quem fala para mim
Sei que estás louco por me ver banhar em ti
Fazendo-me relaxar e as forças libertar
Então sem remorso nenhum sentir
Em tuas profundezas arrastar-me-ás
Ignoro-te, mas deixo-me seduzir pelo teu cheiro
E facilmente perder-me-ia no azul dos teus olhos,
Mas lembras-me o mar.
Katya Figueiredo

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Obrigada e não Volte


 
Boa Noite

Sei que tenho andando ausente do blog, mas tenho tido tanto que fazer que mal tenho tempo para escrever. E depois havia as merecidas férias também, que sem hesitar aproveitei-as da melhor forma.

Verdade se diga, talvez esteja apenas a usar tudo isso como desculpa por ter escrito quase nada durante o verão. Afinal quando queremos de verdade e gostámos de algo, sempre arranjámos tempo para o fazer. É uma questão de organização e gestão de tempo.

Dito tudo isto, fica aqui a promessa de partilhar textos com mais assiduidade.

As minhas mais sinceras desculpas para quem até perde tempo e, ganha qualquer coisa também, a ler as coisas que escrevo. Porque afinal de contas, eu não escrevo por escrever. Além de entreter quem lê, tento sempre passar uma mensagem nas imagens ilustradas e em tudo que escrevo.

 Aliás, deixe-me aqui salientar que, eu não vejo a escrita como entretenimento. Escrever custa e custa muito. Histórias temos todos, agora passá-las para o papel!!! É arte.

Entre folias, sarcasmos e tolices vou cosendo uma bainha de pequenas grandes verdades. Há quem as prefira gritar. Quanto a mim, porque é que tenho de gritar, quando posso- me fazer ouvir no silêncio do deslizar da minha caneta sobre o papel!?

Para terminar com elegância despeço-me, por hoje, com um artista fantástico, dono duma voz doce e poderosíssima. O sempre sweet, sweet, sweet Jeff Buckley.

Bom fim-de-semana

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lutar e Vencer

A escrita é um combate de que estou a tentar vencer.
 
 
 
 
 
 
 
 
Katya Figueiredo