quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz Natal

Bom dia

Feliz Natal para si.Coma bastante e beba água.Até para semana.


Katya Figueiredo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Lágrimas de Tristeza

Lágrimas de tristeza
escorrem-me pelo rosto abaixo
Vejo o meu amor partir
partir para sempre
O mesmo amor que nunca tive
Mas que a falta deste
faz-me cócegas ao coração.


Bom feriado,

Katya Figueiredo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Roupas de Sangue

Bom dia
Que a indústria petrolífera é a mais poluente do planeta já todos sabemos.O que muito pouco se sabe é que a indústria da moda é a segunda indústria mais poluente.As grandes multinacionais produzem mais do que nunca e nós consumimos desmesuradamente.Mal  se estreá uma colecção e já lá está,nas lojas,uma outra, e nós,sem pestanejar corremos até lá para comprar.Não necessariamente porque precisamos,mas porque o preço é aliciante e também é uma forma de nos compensarmos pelos bens que não podemos adquirir.À primeira vista, o que parece-nos,ao comprarmos roupas baratas,um bom negócio não passa de mera ilusão.A factura virá mais tarde e,provavelmente,com um valor insustentável.Chamam-lhe Fast Fashion,com gosto a consumimos e ainda nos vangloriámos por isso.A mesma, que muitos pagam com a vida, tudo para termos a ilusão de que com grandes quantidades dela somos muito mais felizes.As marcas optam por montar as fábricas em países em que a mão de obra é barata e,sem falar no milhares de litros de água com crómio que escoam nos rios,os pesticidas e o algodão modificado, as condições que oferecem a essas pessoas são péssimas,desumanas e, o salário, miserável.Não adianta dizer«isto foge ao meu alcance,nada posso fazer».Há sempre algo que possamos fazer.Como:apostarmos mais em marcas nacionais ou produtos fabricados nos países de origem e comprarmos apenas aquilo que realmente precisámos.Um simples gesto que pode fazer uma enorme diferença, obrigando a indústria da moda a repensar nas suas estratégias de produção, de marketing,a melhorar as condições de vida dessas pessoas e remunerá-las de forma justa.
The True Cost é um documentário interessante que retrata este triste facto.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Vida Maravilhosa de Um Escritor

Bom dia
Voltei,finalmente.Peço imensa desculpa pela minha ausência.Tenho andando aprender a andar,literalmente.Sendo uma das fases mais importante na vida de uma criança,no meu caso,vida adulta,estou cem por cento focada nisso.Quando tudo sucedeu a primeira coisa que me veio à cabeça foi-, lado positivo,agora tenho todo tempo do mundo para escrever.Enganei-me redondamente.Foi tão má fase que até às letras mandava "pastar ratos".Sentia-me melancólica a maior parte dos dias.Mas o esmorecimento de espírito da minha parte provia de uma fonte bem mais profunda do que o processo de aprender andar.Tinha algo que ver com as dores que sentia.Tudo o que mais desejava era adormecer e acordar três meses depois,restabelecida e cheia de energia para correr,entre outras coisas mais.Porém,como tudo na minha vida,isso não passa de mais um bater de cabeça na parede e,como sempre,estou pronta para me levantar e continuar a andar.Para comemorar esta minha meia liberdade,pois ainda tenho muito que "penar" para a conquistar na totalidade,escolhi esta música fantástica dos Pearl Jam, para partilhar consigo.
Tenha um bom fim-de-semana e continue atento/a,

Katya Figueiredo


sábado, 26 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

Unruly Love

My love is rebel,difficult and inaccessible.
But, it is a good love,
Always comes back to my heart.


Um bom começo de semana,

Katya Figueiredo

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Os Prisioneiros(guião/p3)


CENA 3
INT. SALA DO MARTIM – MADRUGADA
Deitado no sofá com o computador ao colo, Martim diverte-se a jogar. A poucos metros de si a mesa de centro separa-o da televisão, que está ligada. No enorme aparelho passa o final feliz duma comédia romântica. Martim para de jogar por uns segundos e apodera-se do comando que está na mesa de centro para mudar de canal, no entanto, quando aponta o comando a imagem romântica prende-lhe a atenção, baixa o braço e vê o filme que está mesmo a terminar. Quando os créditos do filme começam a passar no ecrã e a música de pano de fundo a tocar, suspira de desalento e entra para o facebook. De um grupo infindável de amigos pára na página duma rapariga. Eleva o indicador para clicar na foto, mas bate de leve várias vezes sem clicar como que a ponderar antes de o fazer. Pensativo morde os lábios, no entanto, determinado carrega no lado esquerdo do rato com precisão e a foto amplia-se. O retrato da rapariga da ponte preenche todo o monitor. Põe a mão sobre ele e vagueia os dedos pelos lábios e os olhos dela.

CENA 4
INT. PRÉDIO DO JOÃO – MADRUGADA
Ouve-se os risos e vê-se as pernas de João e Laura que a custo tentam desembaraçar-se das roupas ainda no hall de entrada. Aos tropeções entram para o apartamento do João.

CENA 5
.Quarto
Mal se vêem entre as quatro paredes, as roupas caem no chão com uma rapidez surpreendente. Os corpos tombam na cama com euforia, não mostram o rosto, apenas ouvem-se sons de satisfação e pernas a enlaçarem-se e desenlaçarem-se constantemente até João gritar de êxtase. Com Laura ainda debruçada sobre ele, que está de barriga para cima, estica a mão e tacteia os dedos até a cabeceira, apodera-se dum cigarro e de seguida dum isqueiro. A mão da rapariga toca-o no peito e tenta o beijar, ele brusco repela-a. Levanta-se, as suas pernas caminham até as roupas, baixa-se, apanha-as calmamente e atira-as para cima da rapariga.
JOÃO
Já te podes ir embora.
LAURA
Estás a brincar?
JOÃO
Não tens mais nada a fazer por cá. Desanda.
LAURA
Três palavras João, apenas três palavras:
 Um autêntico idiota.
 É isso que tu és.
Ela irritada agarra as roupas e veste-se de forma automática a medida que dirige-se à porta. Ouve-se a porta da rua bater com brutalidade e, indiferente a reacção de Laura está João deitado na cama de barriga para cima, a mão deste aparece e desaparece ao levar e tirar o cigarro da boca. Observa a mão estendida e fecha os olhos.
FLASH BACK
Cena 6
.Loja de discos
João vê Vilma entrar na loja de discos. Esta distraída, vagueia por um dos corredores quando repara em João com vários discos na mão, parado a olhar para ela. Ela sorri e o cumprimenta, este retribui com um sorriso tímido. Enquanto ela segue para o corredor oposto, João a persegue com o olhar entusiasta até ela desaparecer do seu plano ocular.
Abre os olhos, volta a olhar para mão e irrita-se consigo mesmo, pega no resto do cigarro e céptico a dor apaga-o na palma da outra mão. Agora o seu rosto bem-parecido contrai-se numa careta de frustração. Passeia a mão pelos cabelos, prende-os entre os dedos a meio da cabeça e grita revoltado.
João
Merda para o teu andar desconcertante. Merda para o amor.
Libertem a minha alma.
Rapidamente salta da cama e joga o cinzeiro, que está por cima da banca, contra à parede.


CENA 7
EXT.PARQUE DE DIVERSÃO - DIA
A Neuza e o André passeiam de mãos dadas numa feira de diversão.
ANDRÉ
Já alguma vez experimentaste a Roda Gigante?
Ela responde com um ar suspeito e um sorriso maroto:
NEUZA
Não.
Ele sorri igualmente maroto.
ANDRÉ
Quer então isto dizer, que a tua primeira vez será comigo. Óptimo.
NEUZA
Lamento informar-te, mas chegaste tarde (risos).Já andei algumas vezes.
ANDRÉ
Que desilusão. Estou completamente desolado.
Ambos desatam numa risada.
NEUZA
Tenho quase a certeza que ainda me aguento nela melhor do que tu.
ANDRÉ
Tenho sérias dúvidas, baby.
NEUZA
Vai uma aposta, baby?!
ANDRÉ
Desafio aceito.
NEUZA E ANDRÉ
À roda gigante.
Gritam ambos e fazem um five com as duas mãos.



Numa miscigenação de medo e adrenalina, mais ele do que ela uma vez que finge para a deixar ganhar, divertem-se como dois adolescentes apaixonados. Entretanto a volta acaba e eles descem.
NEUZA
Senhores e senhoras, senhorita Neuza oficialmente vencedora.
Abraçam-se, perdem-se num beijo caloroso e interminável.

CENA 8
INT.SALA DE Vilma E ANDRÉ – DIA
 A mulher agarra-o pelos colarinhos e sacode-o sistematicamente.
VILMA
Diz-me quem ela é?
Porque que não para de te mandar mensagens?
ANDRÉ
Pára com isso, pelo amor de Deus.
VILMA
Andas-me a trair? Fala, traidor.
Ele dirige-se ao aparador tira a carteira e as chaves de casa e sai esquecendo-se do telemóvel em cima da mesa de centro. Ela segue-o e continua a chamar-lhe de traidor e desavergonhado. Quando a porta se fecha ela leva as mãos à cabeça e começa a gritar de raiva. Anda em direcção a sala e repara no telemóvel esquecido na mesa. Pega-o com satisfação e põe-se a vasculhar as mensagens até encontrar as de Neuza, o coração acelera-se-lhe, bate cada vez mais depressa, tenta retornar uma mensagem, mas as mãos desobedecem-lhe. Vai a cozinha a correr e bebe um copo de água, bebe um segundo pela metade e entorna a restante para o seu rosto pálido. Debruça-se sobre a pia de louça por breves segundos, recompõe-se, regressa a sala e envia a mensagem.
MENSAGEM
Amo a minha mulher. Por favor, pára de enviar mensagem. Acabou tudo e não voltes a contactar-me.

Cena 8
EXT.MERCEARIA – Dia
Neuza estática fixa os olhos no telemóvel por alguns segundos. Atordoada tenta perceber melhor a mensagem. As mãos começam-lhe a tremer. Numa tentativa de ajeitar o telemóvel e o saco, este último escorrega-se-lhe das mãos, cai, as laranjas deslizam pelo saco fora e espalham-se no chão. O dono da mercearia vem a porta espreitar, ela desnorteada pede desculpas e sai dali com o rosto cabisbaixo, alterna os passos largos com corridas ligeiras até esbarrar em Martim que vem no lado oposto. Este repara que ela não está bem e pega-lhe pelos braços.
MARTIM
Estás bem?
NEUZA
Estou.
Responde-lhe a gaguejar.
MARTIM
Desculpa mas não estás. Diz-me o que se passa?
A rapariga olha-o nos olhos e não consegue conter as lágrimas. Ele puxa-a contra si, abraça-a com ternura e a choradeira dela intensifica. Lastima desalmadamente no seu colo, ele fecha os olhos, aconchega-a amorosamente e suspira de amor por ela mas, com um pesar nos olhos por não poder dizer-lhe o quanto a ama.

CENA 9
INT.DISCOTECA – NOITE
A discoteca está abarrotada de gente. Os seis protagonistas do enredo estão espalhados no meio da multidão mas em lugares estratégicos onde facilmente conseguem visualizar os seus pontos de interesse.
A Neuza está no meio dum grupo de raparigas que dançam e observa discretamente o amante enquanto a mulher está distraída a agarra-lo e a olhar-lhe nos olhos. Este de quando em quando liberta-se dela discretamente e fixa o olhar em Neuza. A mulher mal apercebe-se do seu olhar vago força-o a olhar para si. Ele olha para as pessoas à sua volta e obedece-lhe, mas não esconde o seu desagrado.
João está encostado a um pilar e levanta o copo para o ar quando Vilma por mero acaso olha em sua direcção. Ela sorri, mas volta toda a sua atenção para o marido que uma vez mais tem o olhar fixo à Neuza. Encostado a outro pilar esta o Martim que olha embebecido para a amante de André. O olhar de Laura recai constantemente sobre João, que por sua vez não tira os olhos da mulher de André. Esta sorri, fala e olha apaixonada para o marido que parece ausente com o olhar frio que só ganha brilho quando na direcção de Neuza. Vilma percebe isso, mas ignora, abraça o marido e surpreende-o com um beijo apaixonado. Neuza observa a cena, pára de dançar, deposita o copo que tem na mão numa coluna e sai do meio das raparigas que a acompanham. O olhar de Martim persegue Neuza que sobe as escadas a correr em direcção a rua. Vai atrás dela, mas rápido perde-a de vista.

CENA 9
João também vê a mulher casada a beijar o marido e pede mais uma dose de Brandy. Dirige-se para Laura e sem ponderar é directo e objectivo.
JOÃO
No outro dia, alguém lá faculdade informou-me que até gostas de mim.
LAURA
Informaram-te bem.
Há muito que ando de olhos postos em ti.
JOÃO
É?!Queres ir até a minha casa?
LAURA
Porque não?!

A ponte aparece e um som de piano ecoa no ar enquanto um outro poema está a ser recitado, mas agora não é a mesma voz trêmula.
NEUZA
CIÚME
Parece-me ser igual aos deuses esse homem que, sentado na tua frente, te ouve de perto falar docemente e rir de maneira encantadora, o que me faz saltar o coração no peito. Pois, quando te olho por um momento, já não sou capaz de dizer nada, a minha língua silenciosamente gela e imediatamente um fogo subtil corre sob a minha pele. Deixo, subitamente, de ver, os meus ouvidos zunem e um suor frio cobre o meu corpo, dominado por intenso tremor. Fico então mais verde do que a erva e pareço pouco distante de morrer.
Mas tudo se deve suportar, porque…
Fim
«A primeira versão de qualquer coisa é sempre uma porcaria»
Ernest Hemingway


Bom fim-de-semana.




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os Prisioneiros (guião/pág 2)



CENA 2
INT.QUARTO DUM CASAL – MADRUGADA

Um casal está deitado na cama mas, afastados um do outro e de costas voltadas. Vilma vira-se para o marido e estendi a mão para o tocar mas, a um centímetro do seu corpo hesita e retira a mão. Como quem não quer chega-se aos poucos até tocá-lo com os joelhos. André abre os olhos e fixa-os na parede até sentir um outro movimento dela. Sem a encarar diz:
ANDRÉ
Deixas-me dormir ou vou ter de ir dormir para outro lado?

Ela magoada, levanta ligeiramente a cabeça, apoia-a num dos cotovelos e fixa o olhar nas costas de André até a sua visão se tornar turva. Vira-se rapidamente para o lado oposto, abafa um suspiro, deita-se e segundos depois as lágrimas escorrem-lhe pelo rosto fora.



To be continued...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os Prisioneiros (guião/curta-metragem/pág 1)



CENA 1
EXT. PONTE VASCO DA GAMA – MADRUGADA

Em plena ponte está uma jovem, com cerca de vinte e quatro anos de idade, cabelos ao vento, uma túnica branca vestida, descalça e de braços abertos, encostada ao parapeito da ponte a recitar um poema:
NEUZA
QUENTE
Eras quente
Agora és frio
Já não me aqueces como antigamente
Hoje eu sinto um arrepio
Pois dos teus beijos só recebo um calafrio
Atinges-me como que a água dum poço
Que me gela o sangue com pouco esforço
Como é que, tão fácil facilmente os…

A sua voz é trêmula e vacilante. Aos poucos a voz desvanece-se e uma outra voz convicta ecoa no ar.
VOZ OFF
São cinco horas da manhã. Está um frio insuportável, de congelar até mesmo os corações mais cálidos, com temperaturas abaixo de…Só alguém loucamente insensato ou irremediavelmente destruído sai da cama ao alvorecer para desabafar sua dor com um rio que o ignora totalmente. A título de que ordem estará ela ali?! Ora, voltemos no tempo, pois o melhor é, saberes como tudo principiou.
Porém, para que não restem dúvidas, a rapariga linda e sofrida à beira do precipício que vês ali a declamar um poema, bem, sou eu e chamo-me Neuza.


To be continued

Katya Figueiredo 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Finally Happiness 1.1

Bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Finalmente, férias.Mal posso crer que, teoricamente, estou de férias.Digo teoricamente porque na prática sou mulher de muitos ofícios.Estou de férias num deles.Mas sempre é menos uma pedra na mochila,o que torna a caminhada um pouquinho mais leve e,claro,com um pouquinho mais de disponibilidade para vir cá.
E quem melhor do que o Jeff, para transportar-me a um estado de puro relax!?


Uma óptima semana para si,

Katya Figueiredo

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Baila Mi Corazón

Muéstrame cómo te mueves
Y te diré cómo me vas a amar.


Bom fim-de-semana,

Katya Figueiredo

domingo, 28 de junho de 2015

Tengo Sed de Ti

Tengo sed de tus besos
Tengo ganas de tu toque
porque dices que no?!
Cuando mis labios
vagan su piel suave
sí, es palabra recurrente en mi oído:
Sí mi amor
Sí te quiero
Sí nunca me dejes
Sí ámame
Sí Sí Sí ...
Boa semana,

Katya Figueiredo

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Segredo

Se queres ser feliz,
sê pateta e ri até à exaustão.

Boa semana,

Katya Figueiredo

domingo, 7 de junho de 2015

Lo Que Me Gusta

Lo que me gusta es
perderme en tus besos
y encontrarme en sus suspiros.


Boa semana,

 Katya Figueiredo

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quero-te

Há por aí um homem que procuro
Só não o vejo porque está escuro
Mas sei que existe
E viaja noite dentro pelo obscuro
Chega-se a mim enquanto durmo
e sussurra-me suave ao ouvido:
Te quiero
Te quiero como nunca antes te ha querido.


Bom fim-de-semana,

Katya Figueiredo

domingo, 10 de maio de 2015

Viciada emTi

É na perfeição da tua imperfeição

que perco o controle.


Bom dia e boa semana

Katya Figueiredo


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Espírito Livre

Há quem diga que é guiado por Deus
Eu sou guiada pelas batidas do meu coração.


Seja lá o que for que o/a guie,procure ser feliz e tenha um bom fim-de-semana,

Katya Figueiredo

terça-feira, 5 de maio de 2015

Concerto do Anselmo Ralph

Bom dia
Quando surgiu a oportunidade de ir ao concerto do Anselmo aceitei de imediato.Não sou propriamente fã mas gosto muito da sua música.Na minha opinião, o Anselmo é dos poucos cantores angolanos que tem letras de jeito.Ou seja,ele não cai na banalidade de "assassinar letras" e rimar grelha com velha,cantaré com falaré, , buereré entre outras cacofonias,calão de baixo nível ou o que se quiser. Numa primeira fase até tem graça,mas,isto para os amantes da escrita,sejamos honestos«Não tem piada» .É daquelas letras ou frases que quando proferidas até o túmulo de Camões estremece.
O Anselmo parece ser uma pessoa humilde,qualidade que eu aprecio,humana,sabe cativar o público,miúdos e graúdos,canta bem,gosto da voz dele e não me parece que fique muito a dever ao computador.Consequentemente, decidi partilhar consigo o meu momento"Ralph"«Anselmo és o peixe no meu aquário,amo-te de trilhões,és o angolano com mais swag,leva-me a garimpar para Angola e faz de mim a tua única mulher,ou melhor, segunda,terceira,quarta».Bem,o melhor é ficar por aqui.Aliás,não tenho nada a ver com esse discurso (risos).



































At Alentejo,Portugal
Photos by Katya Figueiredo

Se ainda não ouviu...Anselmo Ralph video

domingo, 3 de maio de 2015

A Despedida

Sem mais forças para lutar amanhã,
Hoje,meu amor,com o coração dilacerado despeço-me!...

Katya Figueiredo





sexta-feira, 24 de abril de 2015

Happiness Happiness Happiness

Boa Noite

Apanhei chuva mas não molhei o coração.


Tenha um bom fim-de-semana,

Katya Figueiredo

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Coração Livre

O teu amor destruiu-me
e quase me matou.
Mas o teu desamor fez ainda melhor,
Libertou-me.

Katya Figueiredo

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Amor Sublime

Os teus sussurros,no meu ouvido,são como a chuva de cores
que muitos anseiam na vida,
mas nem todos a terão.

Katya Figueiredo

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Felicidade

Não ouse parar para pensar nela
Se o fizer
 encontrará mil motivos para ser infeliz.

Katya Figueiredo

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Confissão do Croissant


A mãe entra para cozinha e flagra o filho a tentar tirar, da caixa do pão, mais um croissant. O filho surpreendido dá um sorriso envergonhado e larga imediatamente a tampa da caixa. Ela aproxima-se dele, abre a caixa obrigando-o a devolver o croissant e, chateada, repreende-o. No mesmo instante arregala o olhar, apalpa o interior da caixa e percebe que já só lá está um único croissant.
-Olha lá, tu comeste também o outro, ou seja, já ias no terceiro, não?!
-Só comi um, mamã!
-Sei. E o outro foi o menino Jesus, queres ver?
-Não fui eu, mamã.
-Estou a ver. Então, queres com isto dizer, que ele veio cá abaixo e comeu. Está tudo explicado!
A mãe larga a caixa do pão, abana a cabeça e vai até à janela estender a roupa.
O Carlos arruma a mesa, tira os cereais do armário, o leite do frigorífico e põe tudo em cima desta.
O irmão chega e tira o último croissant. Carlos prepara-se para se sentar, mas o pai também entra na cozinha e abre a caixa do pão.
-Já não há? Pergunta apontando para a mão do filho mais novo que come o último.
 A mãe, que ainda está a estender a roupa, olha por cima do ombro e diz-lhe desapontada.
-Olha, o teu rico filho comeu o dele e o teu. Por pouco comia do irmão também. Apanhei-o em pleno delito.
O pai olha para ele, abana a cabeça e sai da cozinha. Carlos grita para o pai que não foi ele. A mãe irritada pára de estender a roupa. Baixa-se à altura dele e com o dedo levantado num gesto de adversão diz-lhe:
-Uma coisa é fazermos algo e assumirmos, outra é cometermos algo e não admitirmos isso.
Ela volta para junto da janela irritadíssima e resmunga sons inaudíveis.
O pai volta a entrar na cozinha, ri-se, chega-se para o filho, passa-lhe a mão pelos cabelos deixando-o despenteado e goza com ele,fingindo estar triste, por ter comido o croissant.
Ele olha para o pai,retribui o sorriso e insiste dizendo, que não tinha sido ele.
O pai, já sentado, estica a mão até a do filho, acaricia-a, sorri sorrateiro e diz-lhe para continuar a comer.
A mãe volta-se para eles, chega-se para o filho, tira-lhe a colher das mãos, vira a cadeira de maneira a tê-lo de frente e inclina-se,mais uma vez, à altura do rosto dele. Num tom severo e com a expressão facial séria diz-lhe:
-Já deixou de ter piada meu menino.
Carlos enfrenta destemido o olhar da mãe, cruza os braços e arregala uma das sobrancelhas arqueando os lábios num sorriso desafiador.
Ela irritadíssima com a atitude dele fulmina-o com o olhar. Autoritária diz-lhe friamente fazendo questão de soletrar a última palavra da frase no seu ouvido.
- Dizes-me que foste tu, ou ficas uma semana sem jogar playstation.
Carlos mal ouve a palavra «Playstation» sente o sobrolho descer e o sorriso desfazer-se. Os olhos começam a brilhar, funga uma, duas vezes, baixa a cabeça e diz-lhe soluçando.
-Juro mamã. Comi apenas um croissant. Mas, a semana passada, sem querer, parti a playstation.
Um estrondo inesperado,dum punho sobre a mesa, faz-se ouvir e os três dirigem o olhar, assustado, para o pai, que grita enfurecido.
-Merda

segunda-feira, 13 de abril de 2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Hiperactivo Olhar

Tristes, vagos, sem brilho
Vagueiam noite dentro
Aqui além em cada canto
Ansiosos frenéticos incansáveis
Procuram os teus
Expressivos brilhantes ávidos de desejo
Segundos minutos dias agora meses                           
 
Descontrolam-se ganham expressividade
Em cada gesto
Movimento de cabelo
Andar ritmado sorriso malandro
Por minutos iludem-se
Não tarda perdem vida
Afinal nada teu

Expressivos não de alegria de tristeza
Com lágrimas que empurram fácil
A pesada cabeça
A um vidro sujo, rabiscado, opaco
Algures em Lisboa
Na última carruagem
De um comboio
Para um destino qualquer.

Bom fim-de-semana,
Katya Figueiredo