sexta-feira, 10 de abril de 2015

Hiperactivo Olhar

Tristes, vagos, sem brilho
Vagueiam noite dentro
Aqui além em cada canto
Ansiosos frenéticos incansáveis
Procuram os teus
Expressivos brilhantes ávidos de desejo
Segundos minutos dias agora meses                           
 
Descontrolam-se ganham expressividade
Em cada gesto
Movimento de cabelo
Andar ritmado sorriso malandro
Por minutos iludem-se
Não tarda perdem vida
Afinal nada teu

Expressivos não de alegria de tristeza
Com lágrimas que empurram fácil
A pesada cabeça
A um vidro sujo, rabiscado, opaco
Algures em Lisboa
Na última carruagem
De um comboio
Para um destino qualquer.

Bom fim-de-semana,
Katya Figueiredo

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