terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os Prisioneiros (guião/curta-metragem/pág 1)



CENA 1
EXT. PONTE VASCO DA GAMA – MADRUGADA

Em plena ponte está uma jovem, com cerca de vinte e quatro anos de idade, cabelos ao vento, uma túnica branca vestida, descalça e de braços abertos, encostada ao parapeito da ponte a recitar um poema:
NEUZA
QUENTE
Eras quente
Agora és frio
Já não me aqueces como antigamente
Hoje eu sinto um arrepio
Pois dos teus beijos só recebo um calafrio
Atinges-me como que a água dum poço
Que me gela o sangue com pouco esforço
Como é que, tão fácil facilmente os…

A sua voz é trêmula e vacilante. Aos poucos a voz desvanece-se e uma outra voz convicta ecoa no ar.
VOZ OFF
São cinco horas da manhã. Está um frio insuportável, de congelar até mesmo os corações mais cálidos, com temperaturas abaixo de…Só alguém loucamente insensato ou irremediavelmente destruído sai da cama ao alvorecer para desabafar sua dor com um rio que o ignora totalmente. A título de que ordem estará ela ali?! Ora, voltemos no tempo, pois o melhor é, saberes como tudo principiou.
Porém, para que não restem dúvidas, a rapariga linda e sofrida à beira do precipício que vês ali a declamar um poema, bem, sou eu e chamo-me Neuza.


To be continued

Katya Figueiredo 

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